Santa Maria de Sintra


A Santa Maria de Sintra (Conferência Vicentina), agregada à Sociedade São Vicente de Paulo desde 8 de maio de 1944, e está adstrita ao Conselho de Zona de Queluz (território do Concelho de Sintra) e este, está adstrito ao Conselho Central de Lisboa (Diocese de Lisboa).

Santa Maria de Sintra está integrada na Pastoral Caritativa da Unidade Pastoral de Sintra (Paróquia de Santa Maria e São Miguel, Paróquia de São Martinho e Paróquia de São Pedro de Penaferrim), da Diocese de Lisboa e encontra-se sediada nas instalações da Igreja de São Miguel em Sintra.
Atualmente é composta por uma equipa multidisciplinar de 6 vicentinos (4 consócias e 2 confrades), 2 colaboradoras/es, e 1 Assistente Espiritual (Padre Católico) que promovem de forma voluntária s Serviço Sócio Caritativo [1] no âmbito do Serviço Social Católico [2] de proximidade e/ou de retaguarda.
Santa Maria de Sintra está registada no Banco Local de Voluntariado de Sintra (BLVS, da Câmara Municipal de Sintra), e está em conformidade com a Lei nº 71/98 - Lei do Voluntariado - art.º 16 “Seguro Obrigatório”.
O SERVIÇO SOCIO CARITATIVO - A ESSÊNCIA
Regemo-nos pelas 5 virtudes vicentinas: Simplicidade (descomplicado), Humildade (empatia e compreensão), Doçura (resiliência e compaixão), Desinteresse (primeiro o bem-estar dos outros) e Zelo (compromisso com a missão).
O objetivo primeiro é contribuirmos sem protagonismo, para a construção de uma sociedade mais justa, próspera e sustentável, valorizando o respeito e amor ao próximo, alegria na missão, trato pessoal com o mais necessitado, generosidade, o espírito de colaboração, a inteligência do coração e a amizade.
Santa Maria de Sintra presta de forma organizada voluntariado de continuidade no âmbito social e caritativo de acordo com o Regulamento Interno de Direitos e Deveres (Regra https://ssvp.pt/a-regra-vicentina/).
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Em 2025 entregamos cerca de 5.425 apoios sócio caritativos não alimentares a 285 reclusos e reclusas, e 1 iniciativa intramuros - Brincar com Sentido - Play Room, 3 Palestras no âmbito da Academia para a Família, com foco nos Indivíduos, famílias (ou comunidades), vulneráveis, excluídas ou descartadas.
Consulte aqui o Relatório de Atividades 2025
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PROPÓSITO, MISSÃO, VISÃO
Propósito - “Acolher, Assistir e Proteger, para Tornar o Invisível Visível”.
Missão - Uma rede de amigos que procuram a santificação através do “Orare Et Laborare” no cuidar em proximidade os indivíduos e famílias em necessidade.
Visão - Ser reconhecida como uma Conferência da SSVP que promove através da justiça social a dignidade integral dos mais necessitados.
Nenhuma das ações Vicentinas é contrária à Palavra de Deus e aos ensinamentos da Igreja Católica.
O SERVIÇO SOCIO CARITATIVO - O PORQUÊ
O que nos impele a agir é a Dignidade, a Ontológica - inerente a toda a pessoa humana, pelo simples fato de existir; a Social - reconhecimento e respeito pela dignidade da pessoa humana; a Moral - ações/escolhas éticas para o bem, a justiça e a verdade; a Existencial - viver uma vida plena e significativa. (Declaração Dignitas Infinita - Vaticano, Dicastério para a Doutrina da Fé (publicada a 2 de abril de 2024)).
Não basta aliviar a miséria, é preciso restaurar a dignidade, independentemente das ações, condições sociais, económicas ou culturais.
AS DIMENSÕES DA POBREZA
A pobreza pode ser de índole ECONÓMICA, (domínios como a falta de recursos financeiros ou literacia financeira), SOCIAL (domínios como o abandono e exclusão social, falta de acesso a serviços e oportunidades), ESPIRITUAL (domínios como a falta de significado e propósito na vida, baixa autoestima e sentimento de indignidade) e CORPORAL (domínios como a falta de saúde, prevalência de doenças crónicas, e deficiência física ou mental), que se podem interligar (ou não) e provocar SITUAÇÕES DE POBREZA RELATIVA (temporária, pode variar de acordo com o contexto e o tempo) ou pobreza ABSOLUTA (permanente, tende a ser mais estável e estrutural, e possivelmente irreversível).
O SERVIÇO SOCIO CARITATIVO - VALÊNCIAS [6], PROGRAMAS [7] E INICIATIVAS [8] OU RESPOSTAS SÓCIO CARITATIVAS
O SERVIÇO SÓCIO CARITATIVO - A FORMA
A nossa ação concretiza-se em SINALIZAR — mais do que simplesmente indicar — e ACOLHER — para além de apenas receber —, estabelecendo vínculos de igual para igual, sustentados numa escuta ativa — distinta de mero ouvir — e numa observação atenta — para além de apenas olhar —, sempre marcadas pela compreensão, compaixão e empatia, pelas reais preocupações, medos e esperanças de indivíduos e famílias vulneráveis, excluídas e descartadas.
Depois DISCERNIR — mais do que simplesmente percepcionar ou pensar - quais as respostas sócio caritativas mais adequadas para a situação, procurando no imediato ASSISTIR, e a médio prazo PROTEGER, de forma inclusiva, promovendo esperança de uma vida digna e não apenas de sobrevivência.
A intervenção no seu todo baseia-se numa análise holística e fundamentada, criando um ROTEIRO de transformação realista e sustentável que guia a JORNADA de AUTONOMIZAÇÃO PROGRESSIVA, onde os direitos e deveres tem de ser respeitados.
Na concepção do ROTEIRO, quando não temos proximidade suficiente ou quando é necessário colmatar ou complementar competências e recursos, recorremos, no respeito pelo princípio da subsidiariedade, criamos parcerias com a Rede Caritativa e caso se aplique os Stakeholders Sociais, sempre com o objectivo de transformar vidas e promover a justiça social.
Ao longo da JORNADA, importa envolver ciclicamente os diferentes atores, procedendo à (re)avaliação contínua das ações e caso se aplique ajustar ao contexto.
Nas fases intermédias e final, é realizada uma avaliação estruturada do impacto das iniciativas, tendo por referência os seis critérios da CAD-OCDE: Relevância, Coerência, Efetividade, Eficiência, Impacto e Sustentabilidade. [3].
O objetivo do ROTEIRO e da JORNADA é a AUTONOMIA INTEGRAL, permitindo que se tornem autossuficientes, recuperem a dignidade e a alegria de viver.
O SERVIÇO EM REDE
Transformar vidas e promover a justiça social poderá ser necessário criamos parcerias, quando não temos proximidade suficiente ou quando é necessário colmatar ou complementar competências e recursos, recorremos, no respeito pelo princípio da subsidiariedade, criamos parcerias com a Rede Caritativa [4] e caso se aplique os Stakeholders Sociais [5], sempre com o objectivo de transformar vidas e promover a justiça social.

VALÊNCIA 1. RESPOSTAS SÓCIO-CARITATIVA AOS RECLUSOS E ÀS SUAS FAMÍLIAS
Cometer um erro não anula a dignidade inalienável do recluso e da sua família como pessoas humanas, nem a sua capacidade de mudança e retorno responsável e positivo à vida familiar, comunitária e social. A nossa principal preocupação nos Estabelecimentos Prisionais onde prestamos serviço são a Família do Recluso em geral e nos Reclusos Carenciados [9]. A missão passa por, oferecer programas e iniciativas ou respostas sócio caritativas correlacionados de retaguarda:
(1.1) Apoiar os reclusos na sua vida pessoal em ambiente prisional e preparar uma reabilitação, inclusão e reintegração positiva do indivíduo na família, na comunidade e na sociedade em geral e assim poder libertá-lo do estigma da prisão.
+ Conforto (Reclusos carenciados) - “Não se trata apenas de roupa, calçado ou higiene, mas de dignidade, cuidado e humanidade cristã.” Iniciativas:
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- Roupa e Calçado Desportivo,
- Produtos de Higiene Pessoal,
- Campanhas Diferenciadas [10].
Programa 321 (Three To One - Reabilitação, Reinserção e Ressocialização do Recluso) - “Apoiar no presente, libertar do passado, construir um futuro com dignidade e esperança.”


(1.2) Promover iniciativas para fortalecer os laços familiares entre progenitores e filhos, fundamental para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional dos filho(s), mesmo em contextos desafiadores como o da privação de liberdade.
Fazer Família - “Família não é apenas o que se é, é sobretudo o que se vai construindo”.
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- Iniciativas Sócio Caritativas no âmbito do Brincar com Sentido, criação, organização e apoio de um espaço interativo e educativo no espaço intramuros (parlatório ou outro espaço de receção de visitas), com o objetivo de promover a conexão familiar através do brincar, centrado na filosofia “win-win”, na criatividade, e na colaboração, onde pai(s) e filho(s) fortaleçam os laços afetivos:
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- Pátio das Aventuras (espaço no exterior mas intramuros onde possam durante uma visita a família conviver e brincar.)
- Play Room (espaço no interior mas intramuros com áreas dedicadas a diferentes tipos de brincadeiras e atividades colaborativas possam ocorrer durante a visita).
- Play Table (no parlatório disponibilizam-se caixas com “Artefactos do Brincar” para serem levadas para a mesa e durante a visita os pais possam brincar com os filho).
- Pai/mãe conta-me uma história - incentivamos os pais privados de liberdade a gravar um áudio da leitura de histórias infantis, para posteriormente serem enviadas ou disponibilizadas aos seus filhos(as), acompanhadas do respetivo livro. Esta iniciativa tem como objetivo fortalecer os vínculos afetivos e a conexão emocional entre pais/mães em situação de reclusão e os seus filhos, promovendo a presença simbólica e a continuidade da relação parental. Nos casos em que a criança ou a família não se encontram na área geográfica de intervenção da Santa Maria de Sintra, procede-se à articulação com um parceiro da Rede Caritativa com proximidade, garantindo a entrega do audio e do livro.
- Carta de Afetos (natal e aniversários) - incentivamos os pais privados de liberdade a escreverem uma carta aos seus filhos por ocasião do Natal ou do aniversário. Santa Maria de Sintra assegura o envio da carta e associa uma prenda, contando para o efeito com o envolvimento de Stakeholders Sociais e/ou Rede Caritativa. Nos casos em que a criança ou a família não se encontram na área geográfica de intervenção da Santa Maria de Sintra, procede-se à articulação com um parceiro da Rede Caritativa com proximidade, garantindo a entrega da prenda.

(1.3) Acolher no receber ou visitar (onde quer que estas residam), para assistir e proteger em proximidade às famílias dos reclusos, mitigando as possíveis situações de pobreza provocada ou não pela "prisionização secundária”.

- Próximo Família - “Cuidar da família, mesmo na adversidade, é ´esperançar´, uma força que transforma realidades”. As Respostas Sócio Caritativas iniciam-se com o ACOLHIMENTO ESTRUTURADO DE PRÉ-AVALIAÇÃO DA FAMÍLIA E RECLUSO DE RISCOS E NECESSIDADES (QEPAFRRN) que tem como objectivo, identificar, de forma sistemática e fundamentada, os riscos, vulnerabilidades e necessidades da família e do recluso, para orientar decisões de acompanhamento, intervenção e encaminhamento adequadas, promovendo proteção, eficácia da resposta e otimização de recursos, dos possíveis parceiros da Rede Caritativa e/ou Stakeholders Sociais.
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- Acolhimento (receber ou visitar) da família do recluso no EP ou onde quer que esta resida através da sinalização das famílias, pelos Técnicos/as Superiores do Serviço de Acompanhamento de Execução de Penas (SAEP), pelos Técnicos/as Superiores do Serviço de Reinserção Social (SRS) — enquanto estrutura de ligação entre o Estabelecimento Prisional e a comunidade — e pelo Capelão do respetivo EP, no momento das visitas aos reclusos. Esta intervenção visa proporcionar proximidade, escuta e eventual encaminhamento social, reforçando o suporte familiar e prevenindo situações de fragilidade ou desorganização relacional associadas ao contexto prisional.
- Visitação 360º (carenciados), Serviço de apoio a famílias com recursos económicos limitados, assegurando o financiamento de deslocações de “longo curso” para visitas ao recluso ou, nos casos aplicáveis, para a deslocação do recluso à família aquando das suas saídas precárias — designadamente em situações de insularidade, como sucede com reclusos oriundos dos Açores. O objetivo desta intervenção é preservar e, sempre que possível, fortalecer os vínculos afetivos e a coesão familiar, reconhecendo o papel estruturante da família no processo de reinserção social e na prevenção da reincidência.

- Saída Digna - “Responder com dignidade à saída do recluso carenciado é transformar o fim da privação de liberdade no início de uma nova vida com propósito, responsabilidade e esperança.” As Respostas Sócio Caritativas iniciam-se com acolhimento que tem como objectivo, uma avaliação breve e imediata à saída: situação habitacional, meios económicos, saúde, risco social e necessidades urgentes, e assim identificar, de forma sistemática e fundamentada, os riscos, vulnerabilidades e necessidades da família e do recluso, para orientar decisões de acompanhamento, intervenção e encaminhamento adequadas, promovendo proteção, eficácia da resposta e otimização de recursos dos possíveis parceiros da Rede Caritativa e/ou Stakeholders Sociais.
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- Transporte estruturado pós-libertação - Assegurar transporte seguro e digno ao recluso no momento da libertação, com destino a aeroportos, terminais rodoviários ou ferroviários, residência familiar ou instituição de acolhimento.
- Articulação com a Rede Caritativa, e/ou os Stakeholders Sociais - Atuação em rede, de forma articulada e interconectada, com os serviços de probation — Técnicos/as Superiores do SAEP, Técnicos/as Superiores do SRS e Capelães dos Estabelecimentos Prisionais — bem como com a Rede Caritativa e demais stakeholders sociais, com o objetivo de prevenir ruturas institucionais no percurso de acompanhamento. Esta articulação visa assegurar que a resposta sócio-caritativa se configure como complementar — e não substitutiva — do acompanhamento técnico-formal, reforçando a continuidade, a coerência interventiva e a eficácia do processo de reinserção social.
- Acompanhamento humanizado nas primeiras 72 horas (3 dias após a libertação) - Garantir, sempre que possível, em articulação com a Rede Caritativa e/ou Stakeholders Sociais, a designação de um “case management” de proximidade (voluntário ou técnico) para apoiar as primeiras horas ou dias após a libertação. Este acompanhamento inicial visa assegurar orientação prática, escuta ativa e adequado encaminhamento para recursos comunitários. A presença de uma figura de referência no período imediato pós-libertação contribui para reduzir níveis de ansiedade, mitigar a sensação de abandono e diminuir a probabilidade de comportamentos de risco.
VALÊNCIA 2. RESPOSTAS SÓCIO-CARITATIVA ÀS FAMÍLIAS EM SITUAÇÃO DE LUTO (exclusivo Unidade Pastoral de Sintra)
A perda de um ente querido leva ao sofrimento, aflição, culpa, ira, ansiedade, depressão, ou outras experiências mais doentias e destruidoras. A missão passa por, oferecer programas e iniciativas ou respostas sócio caritativas distintos mas complementares no âmbito do apoio às famílias em situação de luto.
(2.1) Promover (caso a família assim o deseje) de momentos de oração no velório, presencialmente ou através do QRCode - Orações pelos Defuntos, disponíveis nas capelas mortuária.
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- Orar pelos Defuntos - “A oração transformando a dor em paz e a saudade em lembranças eternas”-
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(2.2) Acolher no receber ou visitar, para assistir e proteger de forma afetiva e efetiva as famílias em situações de luto.
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- Cuidar no Luto - “Na dor da ausência, cuidar é abraçar a família com presença afetiva e efetiva.”

Disponibilização de QRCODES nas capelas moturárias da UPS, e intervenção dos Escuteiros do CNE, Agrupamento 1134 - Sintra, numa moradia de uma viuva.
VALÊNCIA 3. RESPOSTAS SÓCIO-CARITATIVA ÀS FAMÍLIAS DA COMUNIDADE (exclusivo Unidade Pastoral de Sintra)
O impacto sistémico e intergeracional da pobreza sobre a vida familiar pode gerar situações de marginalidade e desajustamento social. A missão passa por, oferecer programas e iniciativas ou respostas sócio caritativas interligados no apoio às as famílias na comunidade.
(3.1) Promover ações de desenvolvimento de competências parentais para prevenir desajustamentos sociais, económicas e emocionais - desenvolvendo competências parentais.
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- Cuidar da Comunidade - “Promover a autonomia das famílias, rompendo ciclos de dependência e fragilidade”. Promovendo e incentivando o fortalecimento das capacidades pessoais e coletivas, esta abordagem contribui para quebrar ciclos negativos de dependência, vulnerabilidade e fragilidade social. Centra-se no empoderamento das famílias e por consequência comunitário, na promoção da solidariedade e na criação de redes de apoio sustentáveis, capazes de beneficiar toda a comunidade.
- Academia para a Família - “Desenvolver competências parentais é semear estabilidade para o hoje e para o amanhã”. Disponibilização de um plano de ações de aprendizagem, formação e capacitação para prevenir desajustamentos sócio-económicos - desenvolvendo competências parentais.
(3.2) Ser parte ativa na Ação Social da comunidade (sociedade civil, o estado, e grupos sócio- caritativos) para fazer parte da solução, contribuindo sem protagonistas para uma mudança inclusiva para a independência da família e não o perpetuar da sua dependência e fragilidade.
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- Somos parte a Ação Social (i.e. Comissões Sociais de Freguesia) da União de Freguesias de Sintra e do Conselho Local de Ação Social (CLAS)
- da Câmara Municipal de Sintra.

Módulos formativos da Academia para a Família e cartaz e uma das acções formativas.

OS REFERENCIAIS PARA O BEM COMUM, FRATERNIDADE E SUSTENTABILIDADE
A nossa ação alicerça-se nosObjetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)- Agenda 2030 da ONU (apresentados na imagem), com os princípios da Carta Encíclica Laudato Si’, do Santo Padre Francisco, sobre o cuidado da Casa Comum, e os princípios da Carta Encíclica Fratelli Tutti do Santo Padre Francisco, sobre a fraternidade e a amizade social, a tradição da ação sócio caritativa vicentina, fundamentada na declaração Dignitas Infinita (Dignidade ontológica, moral, social e existencial).



E por outro lado nos princípios, sociais, morais e éticos da Igreja Católica - Doutrina Social da Igreja (nomeadamente, Dignidade da Pessoa Humana, Bem Comum, Solidariedade, Subsidiariedade, Justiça Social, Participação Cívica, Caridade e Justiça), na Economia de Francisco (nomeadamente a economia sustentável, inclusiva e regenerativa), nos princípios do desenvolvimento sustentável ("5 Ps": Pessoas, Prosperidade, Paz, Parcerias e Planeta) da ONU e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
O nosso processo de avaliação do impacto das nossas ações tem como referência os seis critérios de avaliação da CAD-OCDE: Relevância (adequação às necessidades identificadas), Coerência (articulação interna e externa das intervenções), Efetividade (grau de cumprimento dos objetivos), Eficiência (relação entre recursos mobilizados e resultados obtidos), Impacto (efeitos positivos ou negativos, previstos ou não previstos) e Sustentabilidade (capacidade de manutenção dos resultados no tempo).
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[1] O Serviço Sócio-Caritativo é o enquadramento global e estruturante. Define a missão, os princípios éticos, a metodologia de intervenção e a articulação com a comunidade e os stakeholders sociais. Traduz a caridade organizada, contínua e responsável, orientada para a promoção da dignidade humana, a justiça social e o desenvolvimento integral da pessoa, indo além da assistência imediata.
[2] O Serviço Social Católico é a expressão organizada e institucional da caridade cristã no âmbito da intervenção social, orientada pela Doutrina Social da Igreja e centrada na promoção integral da dignidade da pessoa humana.
[3] CAD-OCDE: Relevância (adequação às necessidades identificadas), Coerência (articulação interna e externa das intervenções), Efetividade (grau de cumprimento dos objetivos), Eficiência (relação entre recursos mobilizados e resultados obtidos), Impacto (efeitos positivos ou negativos, previstos ou não previstos) e Sustentabilidade (capacidade de manutenção dos resultados no tempo).
[4] A Rede Caritativa pode ser composta por Conferências da SSVP e Ramos da Família Vicentina, a Igreja Católica e os seus Grupos e Movimentos de Ação Sócio Caritativa (como a Cáritas), outras confissões religiosas, bem como, entidades do estado ou entidades ou instituições privadas ou não governamentais (ONG).
[5] Stakeholders sociais são os indivíduos, grupos ou organizações, entidades (Ministério da Justiça - DGRSP, Direções dos EP, dos Técnicas/os Superiores Serviços de Acompanhamento de Execução de Penas e Serviços de Reinserção Social (ligação EP - sociedade), e Capelães), que são afetados, influenciam ou têm interesse direto ou indireto nas atividades, decisões e impactos sociais de uma organização, projeto ou política pública. No planeamento estratégico e na gestão pública ou social, a identificação e envolvimento dos stakeholders sociais é essencial para garantir legitimidade, impacto sustentável, coesão social e criação de valor público.
[6] Valências Sócio-Caritativas (nível estratégico) - correspondem às áreas estruturais de intervenção de Santa Maria de Sintra. Correspondem aos grandes domínios de atuação que definem a missão institucional. São estruturas estáveis que garantem continuidade, proximidade e acompanhamento.
[7] Programas Sócio-Caritativas (nível tático) - correspondem a conjuntos organizados de intervenção com objetivos específicos, metodologia definida e critérios de elegibilidade, que operacionalizam cada valência.
[8] Iniciativas / Respostas Sócio-Caritativas (nível interventivo-concreto) - correspondem às ações concretas, operacionais e mensuráveis que decorrem das valências. Correspondem à intervenção direta junto das pessoas e famílias, ajustada às suas situações específicas, podendo ser pontuais ou continuadas. São a expressão prática do serviço e das valências, materializando a caridade em atos eficazes, responsáveis e humanizantes.
[9] Reclusos Carenciados, são pessoas privadas de liberdade que apresentam vulnerabilidade relativa (temporária, varia com o contexto e tempo) ou absoluta (permanente e estrutural, e possivelmente irreversível) numa ou mais dimensões da pobreza, a económica (falta recursos financeiros e bens), a social (exclusão, marginalização da sociedade, falta de acesso), a espiritual (falta de propósito de vida) ou a corporal (falta de saúde física ou mental) e desta forma descartados pela família e amigos e excluídos da sociedade em geral. Neste contexto necessitam de apoio estruturado para garantir condições mínimas de dignidade e preparação para a sua reabilitação, reinserção e ressocialização.
[10] Campanha Diferenciadas: de Livros em língua estrangeira, Campanha de Livros TVs, e Rádios, Campanha de Lençóis, atoalhados e cobertores, Rastreio de Acuidade Visual, entre outros.
Consulte aqui o Relatório de Atividades 2024


Contactos
Morada:
Santa Maria de Sintra
(Conferência Vicentina da SSVP)
Igreja de São Miguel sita na Av. Adriano Júlio Coelho, nº 3, 2710-518 Sintra
Mail: confsantamariadesintra.ssvp@gmail.com
Contacto telefónico 219 244 744 | 966 223 785 (contactos do cartório da Igreja de São Miguel)
